
Podem considerar esta escolha quase politica mas a nova incarnação de James Bond poderá muito bem vir a ser a melhor e quem sabe a definitiva. Sean Connery será sempre iconográfico no papel mas Daniel Craig é literalmente um Bond totalmente e radicalmente diferente. Sem descurar na classe e sofisticação do espião, Craig dá-lhe, pela primeira vez em toda a história da saga, um humanismo sem precedentes e uma série de demónios que o perseguem. Duro, impiedoso, mas vulnerável, é o James Bond mais verdadeiro de sempre. Um feito que merece todas as menções.
Outras personagens: Chieko (
A melhor utilização de um tema musical num filme este ano é quase um empate entre Ceremony e Auto Rock. No entanto este último, da autoria dos Mogwai, transcende e a sua utilização na sequência final de Miami Vice é simplesmente perfeita e auxilia Michael Mann a construir um dos mais belos momentos de toda a sua carreira enquanto cineasta.
Outras canções: Cerimony (New Order/Marie Antoinette), Storm (Björk/Drawing Restraint 9), A Love That Will Never Grow Old (Emmylou Harris/Brokeback Mountain) e Goodbye to Mama (Meryl Streep e Lily Tomlin/A Prairie Home Companion)
Aqui as dúvidas são quase inexistentes. Poucas vezes uma banda sonora ditou com tamanha eloquência o tom de uma obra. A exuberância barroca de Versailles e seus habitantes são o pano de fundo perfeito para uma série de temas da era pós-punk dos anos 80, juntamente com a onda electrónica mais avant-garde. New Order, The Radio Department, Bow Wow Wow, Adam & The Ants, Siouxsie & The Banshees, The Strokes, Aphex Twin e Air são os embaixadores perfeitos para a rebeldia não consumada de Marie Antoinette.
Outras bandas sonoras: Babel, Miami Vice e The Departed
Dizer que Gustavo Santaolalla é um dos maiores compositores da actualidade pode não ser novidade, tendo em conta que ganhou um Óscar por este seu trabalho em Brokeback Mountain. Mas o lirismo tradicional das suas composições e a aliança com uma nova e ousada maneira de musicar sensações e sentimentos tornam-o quase num revolucionário. Afastando-se de qualquer partitura alguma vez usada em cinema, Santaolalla cria sons e temas que ecoam fora e dentro de Brokeback Mountain e Babel.
Outras partituras: A History of Violence, Lady in the Water, 
Dispensa comentários. Nada este ano se aproximou da beleza exacerbada dos cenários e guarda-roupa de Marie Antoinette e da ambiência abundante de Versailles, num arrojo artístico aliado a um novo olhar sobre uma história centenária que é mais actual do que à primeira vista se possa pensar.
Outras produções: 
Parece a escolha óbvia mas o virtuosismo como se reúnem estes quatro mundos numa só realidade é mais um testemunho à coerência narrativa do director de montagem de Babel, Stephen Mirrione, também responsável pela colagem das peças partidas de 21 Grams. 
Q’Orianka Kilcher tinha apenas 14 anos quando rodou The New World, a sua esmagadora estreia em cinema. Mas na sua Pocahontas existe uma maturidade acelerada, de dolorosa separação com o mundo que era a sua religião. As mudança físicas e psicológicas são notáveis na forma como vemos a criança plena de vida e de encanto perder lentamente a alma que era a América. Kilcher é extasiante, comovente e trágica. E inesquecível.
Vais-me desculpar, mas não identificaste o filme que consideraste ter a
Melhor Montagem e como eu não o vi, não consegui reconhecer pela
imagem...=/ Ou então estou simplesmente distraída.lol
Nirkynuts o filme que o nuno gonçalvez considerou como tendo a melhor
montagem é o Babel.
Não sei se concordo na totalidade contigo nuno, porque ainda não me pus a
pensar no ano cinematográfico que passou - e raramente o faço, talvez este
o ano faça e ponha algures por aí - mas de todos os filmes que referiste,
vi-os todos (o que já é um feito, visto que nos últimos meses pouco tempo
passei na sala de cinema...:( ), e tenho em alta conta como tu, por sinal.
A música que colocaste fez-me lembrar a angústia por que passei naquelas
quase 2 horas e meia em que estive a ver o filme Babel. Um dos melhores
filmes do ano na minha opinião, na qual está incluída a excelente banda
sonora - já conheço o Santaolalla desde o filme The Insider e ainda não me
desiludi com o trabalho dele, e penso que neste último filme o trabalho
dele está fenomenal.
Continua o bom trabalho e tem um excelente ano de 2007 **
Caros bloguers de cinema (e afins):
BOM ANO DE 2007, CHEIO DE COISAS BOAS.
Aproxima-se a data das grandes definições quanto ao 1º Encontro Nacional de
Blogues de Cinema (e afins), e às iniciativas que a ele estão ligadas. Como
já informei, há dias, houve uma alteração nas datas do Famafest 2007
(definitivamente entre 16 e 24 de Março), o que leva a que o Encontro se
realize entre 16 e 18. De resto, para mais informações, agradecia uma
visita ao meu blogue, onde estão todas as informações:
http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/2006/12/encontro-de-blogues-de-ci
nema-ltimas.html
Últimas votações para Work Shop e Melhores Blogues.
Confirma a participação no Encontro. Vota os 10 Melhores Filmes de 2006.
Um abraço
LA
Bem, a tua lista dos melhores do ano esta' mto boa. do melhor vi.
Bem, a tua lista dos melhores do ano esta' mto boa. do melhor vi.