Madam Dragonfly
Numa Nova Iorque cosmopolita, Andy, uma aspirante a jornalista concorre a um trabalho na mais prestigiada revista americana de moda, mais precisamente enquanto assistente da guru Miranda Priestly, um trabalho que milhões de raparigas sonhariam ter mas não Andy que pouco interesse tem sobre o assunto. Isto desperta a curiosidade da impiedosa Miranda que a contrata e prepara-se para tornar a sua vida num pesadelo. Devil Wears Prada é a versão moderna de um conto de fadas (muito inspirada na abordagem Pretty Woman), Anne Hathaway parece uma versão madura e mais confiante da sua personagem em Princess Diaries, em que uma jovem rapariga concretiza o sonho que nunca teve deixa-se encantar pelas maravilhas de um novo mundo – neste caso descobrir o fascínio pelo superficial mas fascinante universo da moda e todas as suas estrelas. Ainda que bastante divertido, muito graças a um elenco secundário que consegue invocar uma mão cheia de estereótipos de forma muito graciosa, Devil Wears Prada acaba por nunca se concretizar plenamente, revolvendo numa série de momentos bem escritos e encenados em volta da colossal Meryl Streep, num papel feito à medida, uma “cabra” da mais alta estirpe, completamente em controlo de tudo o que faz, alheia aos sentimentos dos que a rodeiam e apenas determinada a atingir a perfeição no seu trabalho, qualquer seja o preço. A interpretação de Streep é tão possante e dominadora que se sente inclusive nas cenas em que não dá o ar da sua pérfida graça, como se pairasse uma nuvem de medo em torno do seu nome e presença. Um retrato brilhante ao qual só Streep poderia atribuir fugazes e subtis expressões de humanidade por debaixo da deliciosamente gélida fachada. Infelizmente, e apesar de quase tudo girar em seu redor, a sua comparência física deveria ser exponencialmente mais acentuada... é um desperdício não passar todos os cem minutos do filme com este voluptuoso demónio.
entao e o concerto dos muse, foi a melhor coisa a seguir à invenção da roda
ou a melhor coisa a seguir à invenção do papel higiénico? :D
ainda assim prefiro a roda :) quanto ao concerto em si... apoteótico do
ínicio ao fim (o que é uma afirmação contraditória mas neste caso faz todo
o sentido) e das maiores descargas de pura e "inadulterada" adrenalina que
já se viu em palco. brilhante!
nem me falem do concerto de muse ... loucura! Ainda hoje estou com dores de
pescoço...
Adorei este blog muito bommmmmm messssmo !!! parabens!!!