
Ocean’s Eleven era uma homenagem ao período clássico e aos filmes de golpe. Ocean’s Twelve a desconstrução “europeia” do mesmo. Ocean’s Thirteen é um filme de vingança. Não só porque assenta num golpe engendrado para vingar um dos elementos do grupos que foi enganado e deixado para morrer por um magnata dos casinos, mas porque se torna na vindicação do mesmo classicismo exposto no primeiro filme da saga. Há aqui uma invasão da nova tecnologia e uma prepotente falta de respeito pelos antigos valores. E o gang de Danny Ocean, apesar de recorrerem aos mais recentes avanços na arte de roubar, são o estandarte do criminoso cortês e justo do período clássico, quando as regras de conduta eram lei de ouro. E aqui lutam justamente contra isso, com uma certa nostalgia e realização que provavelmente, mais cedo que tarde, terão de assumir a sua impotência contra os novos costumes, ou a falta deles. E apesar de não atingir o nível de entretenimento infalível dos anteriores dois filmes, nota-se já uma certa repetição em certos momentos de exposição prolongada e uma deficiência nós diálogos fulgurantes entre as personagens que marcaram a saga, é impossível de não se deixar levar pela viagem. Nunca é aborrecido e a familiaridade das personagens, principalmente o fortíssimo trio Clooney-Pitt-Damon e a presença sempre cool de Don Cheadle, ajuda a manter a história, agora auxiliada pelo um vilão carismático e desafiador de Al Pacino. Sente-se no entanto a falta de momentos como “Sta arrivando Julia Roberts”.

Esta série até já acabava e deixava tempo livre para o seu talentoso
pessoal fazer coisas realmente interessantes...