
China Minha
O melodrama clássico é por muitos considerado um género cinematográfico “morto” e que atingiu a sua idade áurea nos anos 50 com obras de realizadores como Douglas Sirk. No entanto é uma forma que continua a ter expressão no cinema actual, com diversas obras de outros “géneros” a beberem um pouco da estrutura e abordagem clássicas do melodrama. The Painted Veil é um deles: uma ambiciosa adaptação do romance homónimo de W. Somerset Maugham que relata a história de uma jovem britânica nos anos 20, apressada para um casamento com um médico, com quem depois viaja para Shanghai onde trabalha. Depois do seu marido descobrir do seu caso com um cônsul britânico, obriga-a a viajar com ele para uma província chinesa onde se encontra o foco de uma devastadora epidemia de cólera. John Curran, o realizador, sabe tirar partido logo de inicio dos seus dois grandes trunfos, Naomi Watts e Edward Norton, dois magníficos actores que tomam as rédeas do filme muito cedo com interpretações simultaneamente contidas e apaixonadas, em personagens que consumidas por um ódio mutuo parecem inevitavelmente encontrar na outra o único refugio dos horrores que os rodeiam. O filme no entanto sofre um pouco de alguma estagnação trazida por uma adaptação demasiado “leal” de um objecto literário, e o realizador é incapaz de incutir um pouco da personalidade cinematográfica requerida para fazer de The Painted Veil um filme superior. Contudo a dedicação dos actores é quase sufocante, do olhar perdido e penetrante de Watts à vulnerabilidade rancorosa de Norton, e acabam por mover todo o filme, que apesar de não ser inesquecível é um interessante melodrama com potencial para muito mais.

De facto. O que mais gostei no filme foi o desempenho dos actores.
O filme tinha potencial para muito mais. Mas sem dúvida de watts e norton
são dois grandes actores, e são quase perceptiveis as sensasões de ambos.
Eu gostei do filme. Gostei do desconforto que me fez sentir ("Sometimes the
greatest journey is the distance between two people"... pois é!)
No entanto, ficou-me aquele "amargo de boca" de que poderia ter gostado
muito mais, porque de facto havia potencial para isso.
Todo o destaque para as interpretações não só dos dois principais mas
também do secundário Toby Jones. E uma boa banda sonora a ajudar.
Tinha potencial para muito mais. O melhor foi mesmo a OST e as paisagens,
de resto, é um filme bastante 'light', mesmo para ver com a namorada numa
6ªfeira à noite. As interpretações, achei fracas. Demasiado superficiais, e
sem paixão.