PIRATES OF THE CARIBBEAN: AT WORLD'S END (2007) de Gore Verbinski
posted Sunday, 27 May 2007
Piratas 3 ou "Como arruínar um filme"
Simples. Depois do sucesso (justificado) do primeiro filme inventar uma saga que não existe para deixar correr os rios de dinheiro pelas bilheteiras. O facto de quase apagar da memória qualquer sentimento positivo cultivado anteriormente é insignificante e ainda mais é o de hipotética persistência num futuro menos próximo. Pirates of the Caribbean: At World’s End continua onde Dead Man’s Chest terminou: com Jack Sparrow “morto” e com o resto da piratada a tentar resgatá-lo, para isso tendo de enfrentar as terríveis forças do mal: humano ou imortal. E se o início ainda perspectiva uma resolução satisfatória depois de um segundo capítulo mais atabalhoado, as restantes duas horas e meia comprovam o contrário. Se no segundo filme existiam ainda uma mão cheia de bons momentos intercalados com outros bem menos satisfatórios, em At World’s End torna-se difícil mencionar um. O mais óbvio seria destacar a interpretação de Johnny Depp, mas a frescura e vigor existentes no primeiro capítulo e também no segundo desapareceram por completo sendo agora substituído por um pedaço de cartolina andante que de tempos em tempos emite algo que ainda soa ao Jack Sparrow original. Ainda que pontuado por alguns (fugazes) bons momentos de paródia, este novo Pirates of the Caribbean comete um erro fatal: tenta levar-se a sério, seja na forma de um romance parvónio ou de intensos discursos filosóficos de motivação e inspiração. E dolorosamente embaraçosos.
