Search

 

Calendar

««Jul 2008»»
SMTWTFS
   12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031

Cinemusic


 

A TOCAR:

"Ceremony" 
New Order
Marie Antoinette

 

Hit Counter

Total: 1,693,033
since: 9 Nov 2003

Mailing List

Blog Status

  • 4 yrs 37 wks 0 days old
  • Updated: 23 Jul 2008
  • 638 entries
  • 1,302 comments

Filmes de 2005

LastFM

PRIDE AND PREJUDICE (2005) de Joe Wright

posted Saturday, 21 January 2006

Fanfarra e baforeira

Jane Austen é provavelmente das mais badaladas autoras de romances de sempre e despertou ao longo dos últimos duzentos anos a curiosidade, predominantemente de leitores do sexo feminino, de uma paixão transcendente encenada numa época em que o amor era colocado em segundo plano, por detrás de casamentos combinados e vidas planeadas sem o consentimento daqueles que mais iriam afectar. Pride and Prejudice, acompanha a familia Bennett, mais propriamente Elizabeth, uma rapariga inteligente e não conformista, nos meandros da classe alta, quando um nobre afortunado se interessa pela irmã mais velha. É no entanto a história do amor desenvolvido entre Elizabeth e o último homem que consideraria desposar, o arrogante e frio Mr.Darcy. Pride and Prejudice foi muito bem recebido nos Estados Unidos, talvez porque lhes seja algo estranho este tipo de adaptações de Austen. Porque na verdade, a adaptação feita agora para cinema é nada mais que um desinspirada e aborrecida reciclagem das típicas séries da BBC, que também elas já não eram um primor de interesse. Mas o realizador Joe Wright tenta dar-lhe um panorama mais vasto e tal tentativa acaba por soar forçada e extremamente ridícula, principalmente na maneira como demonstra os valores da produção com planos de câmara e enquadramentos que suscitam nada mais que gritos desesperados de atenção não justificada. As próprias personagens parecem apenas servir de adereços para a tentativa de construção tenebrosamente idílica do realizador, resumindo-se no final a meros bibelots sem qualquer densidade dramática. A própria Keira Knightley, protagonista, parece apresentar-se em cena só para deleitar os caprichos flagrantemente pretensiosos da realização. Quem fica a perder é a história que assim se torna incrivelmente entediante e inócua e desprovida de qualquer vislumbre romântico. Um absoluto oposto do que Ang Lee conseguiu fazer com Sense and Sensibility, uma obra tremendamente comovente e recheada de personagens plenas de carácter e drama. A diferença entre bazófia e talento.