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Filmes de 2005

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STARDUST (2007) de Matthew Vaughn

posted Sunday, 30 September 2007


 



When you wish upon a star...

Tiremos já a questão mais pertinente do caminho antes de avançar: a adaptação cinematográfica de Matthew Vaughn não chega aos calcanhares do manuscrito original de Neil Gaiman, um conto de fadas simultaneamente pós-moderno e reminescente dos grandes clássicos. Não deixa de ser contudo uma lufada de ar fresco no território do género de fantasia, inacreditavelmente mais formulaico e inócuo, mesmo quando Lord of the Rings parecia arrombado novas portas – infelizmente nada de memorável resultou ainda da revolução de Peter Jackson. Pelo menos até agora, quando Vaughn, realizador britânico de Layer Cake, volta a reunir o imaginário perdido da inocência dos sonhos sonhados e vividos em Stardust.  

Aqui um pacato e aparentemente frágil jovem provinciano tem de atravessar o muro para um desconhecido mundo de magia em busca de uma estrela cadente, condição para que o amor da sua vida o aceite como marido. Mas a estrela, não exactamente aquilo que esperava, é cobiçada também por uma bruxa em busca da juventude eterna e do sanguinário herdeiro do reino onde se encontra. Este mundo, mais vivo e complexo em texto, tem tanto de mesmerizante como de medonho e estas inesperadas aventuras levam Tristan a abandonar a timidez da juventude e constantemente colocar-se ao nível dos desafios. Afinal de contas tem de enfrentar nada mais nada menos que a mais bela, ainda que decadente, bruxa de sempre, Michelle Pfeiffer, certamente ela própria detentora de uma constelação para manter a mesma beleza arrebatadora que a tornou tão única em Hollywood. E nos laivos de maldade desta feiticeira compõe uma deliciosa e memorável personagem ao mesmo tempo que exige toda a atenção para este seu fulgurante retorno.

Uma das personagens mais distanciadas do livro é a de Robert De Niro. E se alguns momentos narrativos perdem-se na acção frenética das imagens este é uma excelente adição. O pirata dos ares de De Niro é também ele inesquécivel e a razão pela qual o é deixarei em aberto para que não se diluam gargalhadas aquando da grande revelação. Mas o cerne do filme é mesmo o crescimento emocional do adolescente Tristran, no papel de apresentação de Charlie Cox, e da relação de genuíno e imaculado amor que vai construindo com alguém que julgava ser inicialmente nada mais que uma rocha brilhante que teria de carregar a caminho de casa e do coração da sua amada. Mas é aí que Claire Danes, mais cintilante que nunca, acontece. Nem sempre os desejos se concretizam da maneira mais evidente.






 






1. Hugo Gomes left...
Sunday, 30 September 2007 7:10 pm :: http://cinematograficamentefalando.blogs

Vi este filme esta semana, e digo que surpreendeu para a positiva, não é claro uma obra-priam da fantasia como a trilogia de Peter Jackson, mas é de certeza comparado com a maioria dos decepcionantes blockbusters deste ano, um entreteniemnto quase obrigatorio.

Não é superior á novela grafica de neil Gaiman nem ao livro que fora depois adaptado, mas o conceito está lá, e muito bem condensado. Matthew Vaughn surpreendeu tudo e todos com Layer Cake.

Apesar de ser previsivel e de por vezes os efeitos especaisi sobreporem á narrativa, Stardust não é memoravel, mas é com certeza um dos melhores filmes de fantasia da era pós - SEnhor Dos Aneis

Um Abraço.


2. Rui G left...
Monday, 1 October 2007 2:59 pm

Eu sou fã do Neil Gaiman. Desde há 2 anos (altura em que me foi apresentado o Sandman) que sigo o trabalho dele. A unica razão pela qual fui ver o Stardust foi por saber que é um filme baseado no livro de Gaiman e foi provavelmente a maior desilusão que já tive numa sala de cinema. Nunca li o Stardust mas já li o American Gods, o Good Omens e Coraline. Short-stories e os volumes de Sandman e Murder Mysteries. Não sei até que ponto o filme é fiel ao livro mas não houve um unico momento onde eu pudesse dizer que reconheci a sua escrita e o seu génio. Nada no filme se assemelha ao que conheço da escrita de Gaiman. O filme está repleto de clichés e piadas infantis. O seu humor em Good Omens (ao lado de Terry Pratchett) com piadas adultas e inteligentes em nada se assemelha ao que existe em Stardust. O final do filme é semelhante a duzias de filmes da Disney contrariamente aos fins supreendentes a que ele nos habituou.

Se omitissem o nome de Gaiman da lista de créditos, pergunto se o teu critério seria o mesmo ? Custa falar mal de um trabalho de um autor que tanto admiro mas a realidade é que o filme não é bom. É suportado apenas pelas interpretações de grandes actores, pelos efeitos especiais e pelo nome Neil Gaiman.


3. MJNuts left...
Friday, 12 October 2007 11:29 pm :: http://tudotretas.blogspot.com

Devo dizer que gostei mais do filme do que tu ou os teus comentadores...lol Infelizmente só li um livro do Gaiman, apesar de estar familiarizada com os livros dele e a forma como conta as histórias. Sinceramente, reconheci muito do escritor neste filme. Pelo menos deu-me a sensação que senti no livro, aquela felicidade acolhedora de algo tão familiar e bizarro ao mesmo tempo. Além de que os conceitos de estrela cadente que naquele reino específico é uma pessoa e dos príncipes mortos a serem plateia das aventuras dos príncipes ainda vivos, entre outras pérolas, são extremamente Gaimanescas.

Para mim foi o melhor filme fantasy desde LOTR. E claramente que não estou a contar com o Labirinto do Fauno, que esse para mim não é bem o conceito típico de filme fantasy.