
A estreia do filme dos Simpsons, a assinalar o aniversário de 20 anos desde a primeira aparição da família na televisão e dezoito temporadas depois, é um dos eventos cinematográficos do ano. O segredo da durabilidade da série reside no (quase) infindável mar de possibilidades desencadeado por um pequeno deslize de um dos seus membros, normalmente Homer. Na primeira longa metragem, a premissa é a mesma. Homer, o desajustado patriarca, volta a criar o caos ao, depois de um processo de limpeza da poluição do lago da cidade, conseguir individualmente fazer com que o governo prenda Springfield e todos os seus habitantes numa gigante e indestrutível redoma de vidro. Em primeiro lugar é seguro dizer que esta não é de todo a melhor história alguma vez contada sobre a família mais disfuncional do mundo, mas contém a essência da série. Existe no entanto algo que não lhe permite singrar como o vulgar episódio televisivo e nota-se logo de inicio que os gags, quase todos magníficos – como o da pesca electricamente assistida e o brilhante tema de Spider-Pig – são espaçados e tudo flúi muito devagar, ainda que nunca se torne verdadeiramente aborrecido. E se é um pouco difícil de lidar com o facto evidente de que The Simpsons Movie não é a fulgurante apoteose que se estava à espera, também há que louvar o simples facto dele existir e ser a celebração de uma série que, nos seus devaneios suburbanos, mudou o panorama televisivo para sempre.
concordo com algumas das coisas que dizes acerca do filme mas dewcordo em
relação aos gags .é verdade que eles são todos brilhantes mas ao contrário
do que dizes penso que o filme flui com bastante rapidez e no final tem-se
a sensação que mais uma hora de gags disparados quase "freneticamente"
seria muito bem vinda.
I enjoy all the series of Simpsons and this movie too. I like Matt
Groening, nevertheless his latest seasons became too moralized and full
of family values.